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Conhecimento Compartilhado

Por que e como fazer um bom Marketing Pessoal?
Categoria: Liderança e Autodesenvolvimento,
5 de outubro de 2017 | Jorge Barros

Recentemente, ao conduzir um grupo sob o tema 'Marketing Pessoal', percebi, durante o levantamento de expectativas, que a maioria dos participantes veem o 'marketing pessoal' como uma autopromoção, um ato de se mostrar ou aparecer com interesses nem sempre genuínos, algo pejorativo ou negativo por ter a função de influenciar pessoas a acreditarem que você é algo que, muitas vezes, nem é. Confesso que, quando comecei a pesquisar um pouco mais sobre o tema, também carregava certo preconceito e não via muito valor em se desenvolver habilidades em marketing pessoal. Mas teve um fator que foi fundamental para a virada de chave na minha cabeça.


Tudo mudou ao descobrir que Marketing Pessoal nada mais é do que a expressão da sua marca como pessoa. Ou seja, marketing pessoal é a expressão da essência da pessoa. Significa expor ao externo aquilo de melhor que você tem internamente. É olhar para si mesmo para, a partir disto, estimular de forma positiva as pessoas que estão ao seu redor. É isso mesmo, Marketing Pessoal é ‘você positivo’. E isso é muito legal. Todo mundo tem potencial para trazer o melhor de si e influenciar o ambiente de forma saudável, com positividade. E como se consegue isso? Listei 06 dicas abaixo que podem lhe ajudar:

   1) Seja Protagonista

Uma das maneiras é protagonizar soluções, ou seja, antecipar-se aos problemas. Quem não gosta de estar perto de alguém que consegue ajudar a pensar em alternativas para driblar dificuldades ou ainda enxergar alguma ameaça que nós não estamos enxergando antes mesmo de um problema surgir? A proatividade e atitude de dono fazem toda a diferença. Faça a diferença no espaço onde estiver, proponha soluções, melhore o ambiente.

   2) Haja como Líder

Outro comportamento importante a se desenvolver é a habilidade de liderança. E não é preciso ter um cargo ou papel de líder para ter comportamento de liderança. Isto significa você estimular e inspirar as pessoas que estão junto a você e, principalmente, ter a capacidade de compartilhar sua experiência, ensinar e ser um educador. Lembre-se: o líder é um facilitador, está ali para favorecer as relações, o engajamento e servir à organização e às pessoas, para que consigam se desenvolver e alcançar os melhores resultados.

   3) Cuide de sua Aparência e Vocabulário

À primeira vista, pode até parecer um pouco fútil este tipo de recomendação, mas pense no quanto a sua aparência ou forma de se expressar pode influenciar o ambiente onde você está. Reflita: ‘A forma como me visto diz o que sobre mim? A forma como eu falo e meu vocabulário transmitem qual ideia de pessoa?’ Isso quer dizer que você precisa ser formal, diplomata e perder a espontaneidade? Claro que não. Lembre-se de que o conceito é mostrar a sua essência. Então não é preciso ser outra pessoa nem deixar de ser espontâneo, mas vale ressaltar o conceito de espontaneidade. Segundo Jacob Levy Moreno, a espontaneidade é a capacidade de responder adequadamente a novas situações, ou adquirir novas e adequadas condutas a condições antigas. Veja quanta importância tem o termo “adequado” nesta definição, ou seja, ser espontâneo não significa agir como bem entender, mas sim de forma adequada a cada contexto ou situação. Isso, por si só, já ajuda a responder muitas de nossas dúvidas. Eu não preciso vestir trajes muito formais caso eu trabalhe em um ambiente informal. Mas, mesmo que o ambiente seja informal, também sei que o espaço de trabalho geralmente não comporta roupas que promovam uma imagem erotizada ou vulgar. A mesma coisa em relação ao vocabulário. Posso ser espontâneo e manter a autenticidade, mas devo prestar atenção ao interlocutor. Se estou conversando com uma criança, preciso ter vocabulários que ela conheça. Se estou conversando com um adulto, uso outra linguagem. No ambiente de trabalho, também devo utilizar a mesma lógica: posso ter uma linguagem mais coloquial no almoço com meu colega de trabalho e uma linguagem um pouco mais polida ou técnica dentro de uma reunião de negócios com membros de diferentes empresas. É a regra do bom senso. Ainda sobre a expressão verbal, se está buscando fazer um bom marketing pessoal, é recomendável evitar gírias, palavrões ou qualquer tipo de menção a algo que não seja claro e inteligível a todos os participantes da conversa, ou algo que dê margem para equivocadas interpretações.

   4) Seja Pontual

A pontualidade é algo sempre bem vinda, ainda mais quando estamos em compromissos formais de trabalho. Chegar no horário marcado é uma forma de demonstrar respeito e interesse pelo outro. Mas, obviamente, estamos todos sujeitos a imprevistos e pode acontecer algo que nos impeça de cumprir horário. O que fazer nestas circunstâncias? Simplesmente desculpe-se e justifique-se de forma sucinta e verdadeira, mostrando que chegar atrasado não faz parte de sua rotina. Fazer desabafos vagos como, por exemplo, dizer que o trânsito está impossível ou que sua vida está muito corrida, além de não agregar em nada, ainda pode fazer com que as pessoas o enxerguem como alguém desorganizado, visto que todos estão sujeitos ao trânsito e outras intempéries da vida e, nem por isso, se atrasam. 

   5) Cuide de suas Redes Sociais

O marketing pessoal acontece também quando você não está pessoalmente diante de outras pessoas. Atualmente, as redes sociais potencializaram muito aquilo que cada um expressa. Cada vez mais, os RHs têm utilizado as redes para somar na avaliação de processo seletivo. Vale refletir: “que tipo de imagem eu transmito a todos da minha rede - colegas, contatos profissionais, clientes, fornecedores?” Às vezes, o conteúdo que vai soar divertido para uma parte de meus colegas pode soar ofensivo para outra parcela. Ainda mais quando se trata de temas polêmicos como Política, Religião etc. Além disso, a auto exposição, quando exagerada, pode lhe causar constrangimento futuro. O que fazer? Deixar de ser quem você é? Claro que não! É possível se posicionar, inclusive sobre temas como os citados, emitindo sua opinião caso sinta esse desejo, porém, fazendo de forma adequada, respeitosa e com embasamento. Caso aquela sua foto na praia não vá lhe deixar confortável diante das centenas ou milhares de pessoas que estão na sua rede social, é melhor ponderar. Você tem algumas alternativas. Uma delas é simplesmente não publicar. Outra alternativa é utilizar os recursos de privacidade das redes sociais. O Facebook, por exemplo, permite que você categorize seus amigos por listas. Assim, você pode restringir determinados conteúdos para alguns contatos.

   6) Descubra se você está na Vida Certa

No entanto, se você percebe que preservar a sua autoimagem significaria um sacrifício tão grande a ponto de ter que deixar de ser quem você é ou se privar de muita coisa por receio do que seus contatos (principalmente profissionais) vão pensar sobre você, vale refletir se você realmente trabalha com aquilo que combina com você. Lembre-se que, no começo deste artigo, falamos que marketing pessoal nada mais é do que a expressão da sua essência como pessoa. Se o esforço estiver muito grande, talvez esteja levando uma vida muito distante de seu verdadeiro Eu.


Escrito por: Jorge Barros

Fruto de uma mistura de Alemanha com Alagoas, é um paulistano que adora desenhar pessoas nas horas vagas. É gerente de marketing e comercial no Grupo Bridge.


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